Por que medir em segundos

O Código de Trânsito Brasileiro trata como infração grave deixar de guardar distância de segurança do veículo da frente, no artigo 192, mas não fixa um número, porque a distância segura muda conforme a velocidade. Por isso a referência que se ensina na direção defensiva é de pelo menos dois segundos entre um veículo e o seguinte.

Medir em tempo acompanha essa mesma lógica, já que o intervalo entre duas passagens pela mesma linha da faixa vale para qualquer velocidade. Na prática, isso permite tirar a medição da própria imagem, sem calibrar a câmera em metros e sem instalar sensor no asfalto.

Como cada par de veículos é medido

Nosso sistema acompanha cada veículo desde que ele entra no quadro, identifica a faixa em que está e reconhece qual veículo segue logo à frente. Quando os dois cruzam a linha de medição, registramos o instante de cada passagem, e a diferença entre esses dois instantes é o intervalo do par.

A partir desse intervalo, cada par cai em uma de três situações. Abaixo de um segundo, a passagem gera um registro com a imagem dos dois veículos, a faixa, o horário e o tempo medido. Entre um e dois segundos o par fica marcado para atenção, e a partir de dois segundos segue sem marcação.

O que medimos nos 34 segundos do vídeo

No sentido que se afasta da câmera, medimos 51 pares de veículos seguidos. Em 8 deles o intervalo ficou abaixo de um segundo, e em outros 24 ficou entre um e dois segundos, o que coloca mais da metade dos pares abaixo da referência da direção defensiva.

Para saber se a medição estava certa, conferimos o vídeo quadro a quadro. Os 8 registros abaixo de um segundo estavam corretos, e nenhum outro caso abaixo de um segundo ficou de fora. O único erro apareceu num furgão que entrou no quadro já em cima da linha, o que alterou a medição de um par acima de um segundo, e no restante o tempo medido diferiu do tempo contado à mão em no máximo dois quadros.

Esses números vieram do uso de modelos sem nenhum treinamento específico. Num projeto, treinamos o modelo com imagens das câmeras da própria operação, e é com esse treino que ele passa a acertar mais e a exigir menos processamento, o que separa uma demonstração como esta de um caso em produção.

Concessões de rodovia e pátios de manobra

Numa concessão de rodovia, a medição mostra em quais trechos e horários a aproximação perigosa se repete, e esse dado pode ser cruzado com o histórico de acidentes para orientar a fiscalização e a sinalização do trecho.

O mesmo raciocínio vale para trechos em obra e pátios de manobra, onde caminhões e máquinas dividem pouco espaço e a própria operação define qual proximidade é aceitável.

Perguntas frequentes

Precisa instalar sensor na pista?

Não precisa, porque a medição sai da imagem da câmera, sem nenhum equipamento no asfalto ou nos veículos.

Precisa calibrar a câmera em metros?

Para medir o intervalo entre veículos, não, porque ele depende só do tempo entre duas passagens pela mesma linha. A calibração em metros só entra quando a operação também quer saber a velocidade em km/h, que não faz parte desta demonstração.

O limite de um segundo pode mudar?

Pode, porque cada operação define o seu. Na demonstração usamos um segundo para gerar registro e dois segundos como referência de atenção, e esses valores podem ser ajustados conforme o tipo de via e o que a operação quer acompanhar.

Os motoristas são identificados?

Nesta demonstração, os motoristas não são identificados. As placas aparecem borradas nos registros, porque o que interessa medir é o intervalo entre os veículos.

Contato

Vamos conversar.

Se houver uma operação que precise ser medida, podemos começar a conversa por ela.